sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

A escolha de Sofia

    - Peito ou coxa?
    - ... Caráter!

*BF utilizando tirada espirituosa da Flor nesses dias natalícios. Minha garouta!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Grandes quadrinhos de Natal (Fernando Gonsales & Laerte)

- Aquele carro na porta da minha garagem é seu?
- Non

-Não acredito em Papai Noel!

- Você esqueceu do algodão pra fazer a neve.

domingo, 20 de dezembro de 2015

A DEFESA DA DEMOCRACIA


Manifestação de ALDYR GARCIA SCHLEE (sábado, 20 de dezembro de 2015) em ato político realizado diante do Teatro 7 de abril, na praça Cel. Pedro Osorio




Lamento que precisemos estar aqui, hoje, em praça pública para defender a Democracia. Lamento muito, porque, aos 81 anos, já não imaginava mais... ver a democracia ameaçada em nosso país.

E percebam que agora, já não são os bandidos fardados de ontem que nos ameaçam e ameaçam o povo brasileiro; agora são os filhotões da ditadura militar outrora acobertados na velha Arena, são eles que se arrogam a dar o golpe, disfarçados escandalosa e convenientemente de arenistas em pepistas e de pepistas em “progressistas”; ou disfarçados escandalosa e convenientemente de arenistas em pefelistas e de pefelistas em “democratas” – a contar ainda os metidos na conveniente, escandalosa e disfarçada absorção do periclitante comunismo do PCB pelo pseudo socialismo direitoso do PPS; – e a contar ainda o constante e inabilitante afundamento político-eleitoral do outrora democrático e promissor PSDB, nas suas sucessivas derrotas nacionais e nas ridículas brigas internas de seus caciques, que transformaram o partido, agora, na desarticulada máquina que se quer escandalosamente, disfarçadamente e convenientemente, detonadora e propulsora do golpismo brasileiro, com o irrestrito, incondicional e mal-disfarçado apoio (como não poderia deixar de ser) das máximas entidades patronais da indústria, do comércio, da agricultura... e de toda a mídia monopolista com elas mancomunada no país inteiro, chancelando, difundindo e propalando as campanhas de desinformação, ignorância, intolerância, ódio, rancor, mentira, injúria, difamação e calúnia, especialmente contra a presidenta da República.

Fora Dilma, fora PT são expressões postas na boca de uma pobre gente – não de gente pobre – pobre gente que vemos por aí desinformada, ignorante, intolerante, cheia de ódio e rancor injustificáveis; e difusora irresponsável de mentiras grosseiras e de criminosas injúrias, difamações e calúnias contra quem quer que seja o objeto de sua ira e raiva. Uma pobre gente – não uma gente pobre – que, portando contraditórios símbolos nacionais, inclusive a camiseta canarinho enxovalhada pela CBF, nem ao menos sabe, certamente, por que mesmo poderia desejar Dilma fora da presidência e o PT fora da luta política --a não ser para que, assim, não houvesse necessidade nem perigo de eleição, e os caciques seguidamente derrotados nas urnas não corressem risco de mais um tombo eleitoral, capaz de conduzi-los ao ostracismo que os ameaça e que tanto merecem.

Tenho por certo que o golpe contra o qual nos manifestamos aqui, hoje, não haverá: a Justiça já corrigiu e recompôs os limites da ação política desencadeada pelo golpismo no Congresso. Mas a defesa da democracia continua.
Com ela, com a defesa da democracia, estamos comprometidos – o que significa estarmos comprometidos com a vontade do povo brasileiro, expressa nas urnas em eleições livres, democráticas e inquestionáveis que garantiram e garantem à presidenta Dilma Rousseff uma mandato que vai até 2018.

Não ao golpe!
Não à infâmia!
Não à mentira!
Não à injúria, à difamação e à calúnia!
E viva o povo brasileiro!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Crônica (ou choripan com guaraná)

Noite dessas,
no largo do Mercado,
tocavam Líber e sua banda.

Ao som de um candombe
o louco, radiante,
bailava sozinho.

O menino, fascinado,
acenava para o louco,
que gritava (mãos aos céus):
"bravo! bravíssimo!"

domingo, 13 de dezembro de 2015

Pombinhos (Aldir Blanc*)

Pombinhos


Olha os vizinhos
Tás afim?
comigo ninguém fala assim!
Ou tu conversa feito gente
ou depois vais dar por falta
de um ou dois dente,
Pomba! Igualzinha a tua mãe
Vê se te manca!
Afinal, temos dois anos de casado.
E fim de papo. Tamos conversado.
Eu gosto da Marlene
e tu não gosta.
Agora, pomba, 
arranca o facão das minhas costa.

*Morri de rir ao reler parte de "Rua dos Artistas e Transversais", do genial Aldir Blanc. Apesar de ser basicamente um livro de crônicas (ou melhor, a reunião de dois livros, e de mais outras crônicas publicadas nO Pasquim), tem "coisas" como essa aí - parecidas com letras de músicas de autoria dele e "imortalizadas na voz" de João Bosco. Minha intenção, ao procurar o livro do xará, era confrontar uma crônica dele, que se desenrola durante uma festa familiar em plena Vila Isabel, com as recomendações da nossa célebre Célia Ribeiro na ZH a respeito de comportamento em festividades natalinas. Não achei tal crônica. Ainda. Ela existe, eu sei. 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Imagine!

Diário Popular de terça-feira, 8.12.15, página 20:

"Na madrugada de ontem, um jovem de 22 anos foi morto a tiros durante uma festa, no 4º distrito, na Zona Rural, a cerca de 50 quilômetros do centro de Pelotas. John Lenon Nunes Braga foi alvo de quatro disparos."

Zero Hora de terça-feira, 8.12.15, página 44:

"Hoje na História - É assassinado, em Nova York, aos 40 anos , o músico britânico John Lennon, em 1980."

§§§ 

Como cantou Walter Franco, "existe John, existe João"...

domingo, 6 de dezembro de 2015

meu amigo Aldyr Rosenthal Schlee (por meu amigo Ângelo Alfonsin)

meu amigo Aldyr Rosenthal Schlee
como todo criativo
é Bipolar Flexível
tem na ponta da língua
a frase de ponta agudíssima
que corta a situação em postas
os envolvidos que revolvam-se
Tom Waits e Tom Zé
dão o tom para Aldyr cantar
hay que endurecerse sin perder
o humor jamais
sempre foi original
quando eu
a torcida do Brasil de Pelotas
e
o resto do mundo virávamos a cabeça
para acompanhar o voo
do Led Zeppelin
a cabeça de Aldyr girava como um globo
sobre as pistas
quando Donna Summer cantava
rainha de todas as noites de lobisomem
e garagens dos 70
o talento e paixão pelo futebol
de mesa
transformou-o em um zagueiro clássico
um Oscar 78
na primeira partida do campeonato
da Faculdade
levamos 4x1 do time em que todos
atletas na vida civil usavam óculos
logo meu ego cego batizou
de Sociedade Esportiva Lente de Contato
contato perdido com a realidade
era meu tato
entrei de salto 15 com lamê
um Mário Alberto Kempes enfeitado
com bola de Zanata
o olho de lince de Aldyr sacou-me
em surdina
como quem retira aquele botão
que salta sobre a bola e antes
de estatelar-se segura-o em plena
queda
fomos campeões fui nomeado
gerente do banco de reservas
e
ganhei um novo amigo
aquele mesmo de sempre
que jamais consegue deixar
de ser
novo

Aedes aegypti


BF: em tempos de chikungunya e o escambau, ficou "bunitinho"...

sábado, 5 de dezembro de 2015

Mobilidade

Como a Angélica,
vou de táxi.
Uber, para mim,
é coisa de vaca.


domingo, 15 de novembro de 2015

Nosso amigo Ângelo

O Ângelo não existe
Sempre longe, mas sempre perto
Quando chega, já está indo
Nunca come (às vezes, um chocolate)
Alimenta-se de poesia
Vive dos dribles do Mané, dos gols do Pelé
Beatles, Rolling Stones e Paco de Lucia


domingo, 25 de outubro de 2015

Domingão

motocas empinadas & carros rebaixados
 insulfims & isopores
 cadeiras de praia & termos de mate
 sertanejos & universitários
Deu pra ti,
Dom Joaquim Ferreira de Melo!

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Lenda (meio) viva

Da Casa da Borracha ao Padilha, do Comercial ao Rei da Música, reinava o Lobisomem. Assim, a chance da gente se encontrar com o Lobisomem no Pão Gostoso, bem no centro da cruz formada pela Quinze e a Neto, era enorme.
 
O Lobisomem assombrou a infância dos meus primos, o Carlos e o Alexandre, sempre encarregados da difícil missão de buscar o "cacete de meio" de todo dia na saudosa padaria.
 
Eu nunca fui achacado pelo Lobisomem. Precavido, sempre evitei dividir a calçada com ele. À lenda se devia o adequado respeito!
 
Domingo, no campo do Brasil, um pipoqueiro se aproximou de nós. Eu e o Carlos percebemos ao mesmo tempo: era ele! E compramos pipocas do Lobisomem.
 
O Lobisomem tem um metro e meio de altura, muitas rugas e poucos dentes.
 
É, Carlos, o Lobisomem existe. Mas não existe mais!


Eis o Lobisomem, na interpretação de Robert "Galeto" Crumb (Marcelo Schlee Gomes). O Galeto é meu primo, irmão do Carlos e do Alexandre. Como é mais novo que nós, não teve qualquer "enfrentamento" com a lenda. Mal conheceu o Pão Gostoso.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Etiqueta na prática (by Célia Ribeiro, no Donna de domingo passado)

Como comer alcachofra
 
Estamos em plena temporada da colheita de alcachofra, de agosto a dezembro, quando é mais difícil de encontrá-la nos supermercados. Essa hortaliça pode entrar em cardápios mais refinados, servida em pratinhos individuais com molho de manteiga ou de azeite e vinagre ao lado. Originária do sul da Europa e do norte da África, foi introduzida na França por Catarina de Médicis, quando se casou, em 1553, com o futuro rei francês Henrique II.
 
Etiqueta
 
As folhas de alcachofra são retiradas delicadamente, uma a uma, com as pontas unidas dos dedos polegar e médio, e passando-as pelo molho antes de levá-las à boca. A alcachofra possui um centro mais rijo - o coração -, saboreado com um garfinho, e não cortado.



 
(Ah, a etiqueta! Como viver sem ela?)
Fundamental fazer exatamente como Catarina (bisavó do Gen. Emílio Garrastazu) ao introduzir a alcachofra.
Nunca esquecer o fundamental detalhe prévio: usando as pontas unidas dos dedos polegar e médio, passar a parte mais rija da hortaliça na manteiga. Delicadamente, que é chique.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Dúvida atroz

Enquanto a gente dorme,
os chineses fabricam iPhones
e preparam cachorros à pururuca.
Como será que se diz
"putaquiupariu!" em mandarim?
 
 

domingo, 19 de julho de 2015

Diogo Olivier: o Xavanchester United quer ganhar o Brasil

 
As andanças como repórter no mundo do futebol proporcionam algumas cenas únicas, para a eternidade. São aquelas nas quais você sente estar diante de algo diferente, que não se repetirá. Em 1998, o Stade de France transbordava de franceses. A bomba de última hora ainda espalhava fumaça: Ronaldo fora, soube-se depois em decorrência de um até hoje misterioso ataque epilético no Château de Grand Romaine, palácio que serviu de concentração para as estrelas de Zagallo.
 
O resultado foi mais ou menos o que se seguiu ao desterro de perder Neymar antes da Alemanha. Só não teve 7 a 1, mas vamos combinar: 3 a 0 em final de Copa é tragédia do mesmo jeito.
Voltemos às cenas que contaremos aos nossos netos. Hora do hino. O da França, como se sabe, é revolucionário. Começa suave e vai crescendo até a Bastilha ser tomada. Foi a sensação de nós, estrangeiros, no estádio. Os jovens giravam a camiseta acima da cabeça.
 
Se dependuravam onde era possível naquele arena estalando de nova, tal qual os revoltosos trepados nos postes até hoje inigualáveis de Paris – sim, até os postes são obras de arte em Paris. Há 226 anos, completados na última terça-feira, 14 de julho, celebravam o fim da monarquia absolutista. Há 17 anos, queriam se libertar do constrangimento de nunca ter erguido uma taça inigualável.
 
As veias de homens e mulheres, de velhos e crianças, saltavam nos pescoços protegidos por lenços de seda. Não cantavam. Gritavam a Marselhesa. A vitória, além de colocar o país no altar dos campeões do mundo, era também o triunfo da democracia racial, já que havia muitos negros e filhos de imigrantes na seleção. Zidane é de origem argelina. O ultranacionalismo (xenófobo, claro) de Jean Marie Le Pen sustentava que aquele time não representava a França.
 
A direita radical assustadoramente crescia no espectro político. Uma França campeã, embalada pelo povo, era também a reafirmação dos princípios de liberdade, igualdade e fraternidade. Sentado atrás de mim estava o experiente Juca Kfouri (as posições de imprensa eram fixas naquela Copa) de tantos hinos e coberturas da Seleção. Virei-me ao final da Marselhesa e o vi lívido, mudo.
 
Ele apenas suspirou:
 
– Não vai dar.
 
Não deu. Mas os momentos únicos, nos quais uma força maior se ergue acima de tudo, estes não acontecem só em eventos luxuosos como final de Copa. Lembro sempre de outro, só que nos bretes embarrados do Gauchão, mas igualmente memorável. Foi no Bento Freitas. Não recordo o ano ao certo. O Xavante era patrocinado pelo Guaraná Nevada, e a torcida criou uma adulação sob forma de grito de guerra para fidelizar o investidor:
 
– Uh, Guaraná!
 
Em que lugar do planeta o nome do clube é substituído pelo do patrocinador, em nome da paixão? A marca entrava de contrabando nas transmissões. Os repórteres tinham de registrar, de tão inusitado, aumentando a exposição. Eram obrigados a citar o refrigerante. Tática de guerrilha.
 
Episódio único. Assim como é único o que faz o mesmo Brasil-Pel este ano. Enquanto os grandes pedalam treinadores a cada punhado de resultdos ruins,
Rogério Zimmermann está há 3 anos e dois meses no cargo. Ganhou de Carlo Ancelotti, demitido do Real Madrid após duas temporadas.
 
Se Alex Fergusson recebeu honrarias da coroa no Manchester United pela longevidade, então é Sir Zimmermann, do Xavanchester, de Pelotas. A base do grupo segue a mesma, outra raridade tupiniquim, especialmente no Interior.
 
O Brasil subiu da Série D para a C e, agora, marcha rumo à B, mesmo com o Bento Freitas interditado durante várias rodadas. Tem mais essa: é uma façanha mambembe. A Segundona, geradora de receitas, nó górdio do futebol longe das capitais, seria o milagre do renascimento xavante no cenário nacional. As cenas eternas do futebol acontecem do mesmo jeito nas arenas modernas e nos rústicos estádios do Interior.
 
É como na vida. Estão ao nosso redor.
 
É só estar disposto a enxergá-las, sem preconceitos.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Triste

Quando criança,
o anão era engraçadinho.
Depois que cresceu,
virou um baita palhaço.


 

Cristiano Runaldo

Manoel e Maria passaram uns tempos nestas terrinhas, onde ganharam um gambá de presente. Como se afeiçoaram ao bichinho, resolveram levá-lo com eles para Portugal.
 
No aeroporto, temendo que não os deixassem viajar com o mascote, Manoel mandou Maria colocá-lo debaixo da saia. Aí ela perguntou: "- Mas e o fedor, Manel?" E ele: "- Ora, Meria, que se dane o gambá!"


Maria, Manoel e o gambá (prontos para a viagem pela TAP)
BF: outro noite dessas, sem sono, lembrei-me dessa "anedota" tão tradicional quanto o "Bacalhau ao Zé do Pipo", tão clássica quanto Vasco x Portuguesa. Ria sozinho na madrugada, contra meu travesseiro, para não acordar a Fernanda. Afinal, como explicar para ela o insólito.

BF 2: O "Manel" não é a cara do Alfredo Aquino?

Politicamente adequado

Halitose de
grande felino asiático listrado
prejudicado das faculdades mentais
 

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Essa não!

 
Dizem que morreu Christopher Lee.
Sei não...
Alguém se assegurou
de cravar-lhe uma estaca no coração?
De dar-lhe um tiro prateado de misericórdia?
 
Não caio nessa.
Vou continuar sempre sobressaltado,
à noite, sonhando
com aqueles malditos filmes da Hammer.
 
Castelos de papelão de uma Transilvânia sessentista
martelando meu inconsciente
de guri.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Um mundo quase perfeito

O Almanaque Gaúcho de hoje, na ZH, publica uma fotografia de Porto Alegre nos anos 60. Em Plena Av. João Pessoa, desce um bonde, "arrudiado" por um Fuca e um Gordini 1093. Ao fundo, vê-se um possante Simca e, mais distante, uma Kombi. Por que a cena não é perfeita? Pela injustificada ausência de um DKW.

sábado, 25 de abril de 2015

Priscas eras...

Lembrou a Zero Hora que, há 50 anos, em 25 de abril de 1965, o jornal publicara:
 
"Edmar Fetter, uma das grandes lideranças da ARENA, manifestou-se a favor de Gay da Fonseca como novo presidente do partido. Hugo Mardini, o outro candidato, ainda busca apoio político."
 
Portanto, pode-se dizer o que se quiser daqueles fiadasputa, menos que eram homofóbicos.

Arquiteto e pensador católico

Coluna do Mansur, ontem, no DP: "A OAB/Pelotas, através da Comissão Especial do Jovem Advogado da OAB/RS e do Instituto Pelotense de Estudos Conservadores, promoveu a palestra com Percival Puggina, sexta-feira última, quando o tema abordado foi 'A involução cultural do Brasil'".

Alô, amigos advogados: é fato que a entrada era franca, mediante declaração da senha "ANAUÊ"?

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Roedores

O cara ganhou uns trocos para soltar uns ratos na CPI. Largou dois do time do Mickey, mais dois hamsters e um esquilo.
É aquela história: não tem tu, vai tatu mesmo.

terça-feira, 17 de março de 2015

Celso Gutfreind na ZH. Quem sabe, né?

Conhecemos o primeiro capítulo dessa história. Ele é épico, mas não seria como em toda história verdadeira? Há 30 anos o Brasil de Pelotas venceu o Flamengo de Zico. Talvez já fosse o segundo capítulo quando, no caso, o primeiro teria sido a luta de Davi contra Golias.

Histórias costumam repetir-se e, três décadas depois, temos o reencontro de Davi, digo, do Brasil de Pelotas e do Flamego do Rio. Ok, o Flamengo não tem mais o Zico (tem o Pará) e o próprio Vanderlei Luxemburgo já não é nenhum Golias. Mas o time continua na Série A com uma das maiores — senão a maior — torcidas do país e uma folha de pagamento muito superior ao do adversário que hoje luta bravamente na Série C.
O novo capítulo dá-se no mesmo cenário, um Bento Freitas lotado à espera de uma nova façanha no jogo de ida pela Copa do Brasil. Conhecemos as regras. Se o visitante fizer dois a zero, não tem jogo de volta. E a trama recomeça indigesta: ainda no primeiro tempo, o zagueiro pelotense falha como havia falhado o flamenguista no gol do Bira há 30 anos.
Para complicar a intriga, até o Pará faz um gol no segundo tempo. Dois a zero, fim da linha, fim da história nada repetida.
Eis que no último lance, Forster reedita a jogada de Júnior Brasília há 30 anos. Tudo é muito igual e muito diferente como no paradoxo das melhores histórias. Igual, porque o gol é meio bruxo, igual porque reacende a torcida. Diferente, porque o Brasil de Pelotas perde o jogo e as chances de uma reabilitação deverão passar por uma vitória por dois gols de diferença na frieza do Maracanã e não no caldeirão do Bento Freitas. Uma classificação no Rio é improvável.
Mesmo assim, a torcida comemora como se tivesse vencido uma Copa do Mundo. A massa xavante rubro-negra colore a alegria das arquibancadas e ilumina o barulho de um estádio inteiro. É o segundo capítulo, a repetição de uma história, ainda que diferente. O que ontem era épico, hoje é lírico na vida de uma paixão que, 30 anos depois, no meio de tantos revezes, incluindo uma derrota parcial quase total, consegue permanecer acesa, intacta, inflamada e repleta de esperança.

domingo, 8 de março de 2015

Fedor no ar!

Ando preocupado com o clima de "golpismo" que está no ar. O que me vinha consolando até hoje cedo era a ausência de um efetivo grupo de poder disposto efetivamente a desencadear um maldito novo golpe. No café da manhã, porém, lendo uma coluna do Caderno Estilo, do Diário Popular, estremeci nas bases. Sob o título "Filme de horror", a autora dessa peça - notória dondoca local - conta que, no seu retorno das férias em Punta del Este, encontrou o país mergulhado num caos. Então, para se evitar que cheguemos "ao fundo do poço", conclama seus leitores a dizerem "basta!", a "reagir". E não quer "simplesmente" o impeachment... Pronto! Agora já sei: o golpe é iminente e vai ser dado a partir do Dunas Clube! Meus sais!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Hoje, de novo

18 de julho de 1985. Foi nessa data, num meio de semana, à noite, que o Xavante derrotou o Flamengo por 2x0 no Bento Freitas (repetindo a vitória, só que por placar mínimo, do ano anterior).
Na época eu estava trabalhando em Panambi, razão pela qual não estava presente no nosso estádio. Encerrado o expediente no foro, fui correndo para o hotel Eusenau, onde morava. O jogo seria televisionado para todo estado pela RBS (ou ainda era Gaúcha naquela época?).
Havia uma televisão grandona no hall do hotel e eu, claro, fui um dos primeiros a garantir um bom lugar para acompanhar a transmissão (na voz de Celestino Valenzuela). Coloquei uma toalha com o escudo Xavante em posição estratégica, ao lado da tevê. Muitos hóspedes encheram a sala antes do inicio da partida.
Quando o jogo já ia começar, chegou um cara que, ao ver a toalha do Brasil gritou: "quem é o viado de Pelotas que tá aí?", ao que o gerente do hotel respondeu, apontando para mim: "o juiz ali". Foi-se minha "otoridade"!
Depois do constrangimento (o cara era de Pelotas e também era Xavante, por óbvio!), vibramos todos os presentes (inclusive uns paranaenses) com a histórica vitória.
E, acreditem, muitos foguetes espoucaram na noite panambiense, naquele longínquo e insquecível inverno!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Roedores

Hoje é o Dia da Marmota nos Estados Unidos. (Lembram do filme Feitiço do Tempo?) Segundo previsão do bichinho, amanhã (e depois e depois e depois de amanhã) o David Coimbra nos brindará com crônicas basbaques sobre a "Terra da Liberdade". This land is (not) my land!
 

 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Eles ainda abundam

Li na Zero Hora de ontem que o Judiciário Riograndense negou medida liminar requerida pelo Partido Progressista (PP) e pelo Democratas (DEM) para que a Avenida da Legalidade e da Democracia voltasse imediatamente a se chamar Avenida Castelo Branco. Relembrando: através de lei municipal aprovada pela Câmara de Vereadores de Porto Alegre em outubro de 2014, a então Avenida Castelo Branco teve seu nome mudado, passsando a chamar-se Avenida da Legalidade e da Democracia. O argumento do PP e do DEM (que nada mais são do que "desdobramentos" da falecida ARENA) é de que a lei deveria ter sido aprovada por dois terços da Câmara, segundo determinação da Lei Orgânica do Município, e não por maioria, como aconteceu. Além disso, reclamam que, antes da mudança da designação da via, os moradores  das redondezas deveriam ser consultados a respeito.
Próceres dos dois partidos sugerem, alternativamente, que em não havendo possibilidade de se retornar a homenagem ao gorila cearense, que a importante via de entrada à capital gaúcha passe a ser designada "Avenida do Golpe e da Ditadura".
O mérito da ação ainda vai ser apreciado e julgado pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça.
 
 

sábado, 10 de janeiro de 2015

Na ilha de Caras

Conhecido Pastor Evangélico e dublê de Deputado Federal (PQP-RJ) anuncia ter ingressado em uma fase mais light, caracterizada pela flexibilização de suas convicções pessoais. "Meu negócio agora é o amor", justificou o parlamentar. Atribuiu essa radical mudança a um costume recentemente por ele adotado: o uso do pau de Selfie*.

*Raimundo Selfie da Conceição é baiano de Jequié e trabalha como motorista do parlamentar desde 2013.

Fundamentalistas 1x1 Fundamentalistas




Edgar Vasques (no DP de hoje)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

De repente, 15 anos!

Há 15 anos, ela nasceu.
O relógio da Santa Casa marcava 5 horas
de uma madrugada sufocante
(e cheia de mosquitos),
Veio num parto normal, roxa e sem chorar
(com o cordão umbilical enrolado no pescoço).
Grandona, tinha 50 centímetros e pesava quase 4 quilos
(a Nanda teve que fazer muuuuita força).
A mim, pai desajeitado, foi apresentada um pouco depois, já limpinha e cheirosa
(olhem aí na foto).
Parecia braba. Engano: não era!
Era um docinho, era uma flor.
A nossa Flor!





Beijo, Flor! Beijo, Nanda!

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Apocalipse now

O colunista Luiz Carlos Freitas, sob o título "Canto ao desencanto",  escreveu no Diário Popular de hoje: "Não é preciso ser sensitivo nem vidente  para prever que 2015 será um ano difícil, talvez como nunca antes na história deste país. Paira clima de conflito no ar, a atmosfera está carregada, prenunciando chuvas, trovoadas - tempestades. (...) É, sim, a certeza de que o Brasil - bem além dos protestos de 2013 -  neste ano se transformará num barril de pólvora. As manifestações de rua irão recrudescer, a anarquia será generalizada, se instalará o caos, as instituições serão pisoteadas, a desobediência civil tomará proporções amazônicas."
 
Cruzes! O cara  está dando vida, agora, ao célebre personagem "Dudu, o alarmista", criado pelo Veríssimo (na série "As Cobras"), nos anos 80/90! Comparem (é cara de um, focinho de outro):
 
 
Ainda bem que nosso Dudu já vaticinou anteriormente que não ia ter Copa, que a Dilma não seria reeleita e, na semana passada, que o Marroni não assumiria cadeira na Câmara porque o Pepe Vargas não seria chamado para ocupar ministério. Porém, num arroubo de otimismo, crê piamente que o xará dele, o Dudu da Prefeitura, transformará a cidade em um "canteiro de obras" nessa segunda metade de governo...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Walking Deads

Postei ontem, no Facebook: "Vi agora no Tele Domingo: um cara assegurou ter captado a voz do espírito do Padre Landel de Moura em ondas curtas. O rádio dele deve ser muito bom. O meu, comprado nos camelôs, quanto muito capta a arenga do Tufy Salomão."
 
Interessante a repercussão. Nos comentários ninguém disse nada a respeito do "fato" do sujeito ter conseguido "contato" com o finado Landel de Moura pelas ondas do rádio. Todo mundo se abismou de saber que o Tufy está vivo!
 
Tão vivo (quase) quanto no tempo da ARENA e da Atrações Tusa.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Medianeira

 
Eu podia ter sido um filha da puta. Foi minha mãe que não deixou.
 
Frequentava o Jardim da Infância do Grupo Escolar Nossa Senhora Medianeira, ali na Barroso, junto ao Círculo Operário. (Era 1966, e a Seleção ainda nem tinha perdido para Portugal, na Copa da Inglaterra.)
 
Na sala, as crianças se distribuiam em mesas redondas, cinco ou seis em cada uma. Numa tarde, na hora da merenda, um coleguinha pegou uma banana e começou a enfiá-la no gargalo de uma garrafa de refrigerante. Levantei-me e fui até a professora, fazendo queixa do comportamento inadequado do outro. E quem estava do lado da professora justamente naquele momento? Minha mãe, Dona Marlene, que também era professora do Medianeira. Nem sei se minha professora chegou a dizer qualquer coisa. Mas me lembro bem da cara da mãe e do que ela me falou: "vai para o teu lugar e deixa de ser dedo-duro!".
 
Pimba! Nos "rim"!
 
Hoje está na moda a tal "delação premiada". Está cheio de neguinho (e neguinha) dando o serviço para salvar a pele. São os que, por serem filhas da puta, tiram proveito exatamente dessa qualidade para se safar de suas filhasdaputices.
 
Com toda a certeza, não tiveram a sorte de estudar no Medianeira. Nem de terem sua trajetória maucaratista interrompida de modo cirúrgico por uma mãe atenta.

 
Defunto Cagüete (Bezerra da Silva)
 
Mas é que eu fui num velório velar um malandro
Que tremenda decepção
Eu bati que o esperto era rife ilegal,
Ele era do time da entregação
O bicho esticado na mesa
Era dedo nervoso e eu não sabia
Enquanto a malandragem fazia a cabeça
O indicador do defunto tremia
(Refrão)
Era caguete sim!
Era caguete sim!
Eu só sei que a policia pintou no velório
E o dedão do safado apontava pra mim
Era caguete sim!
Era caguete sim!
Veja bem que a polícia arrochou o velório
E o dedão do coruja apontava pra mim
Caguete é mesmo um tremendo canalha
Nem morto não dá sossego
Chegou no inferno, entregou o diabo
E lá no céu caguetou São Pedro
Ainda disse que não adianta
Porque a onda dele era mesmo entregar
Quando o caguete é um bom caguete
Ele cagueta em qualquer lugar
(Refrão)