quinta-feira, 28 de junho de 2012

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Golpe no Paraguai

Estados Unidos, Alemanha,
Espanha e Vaticano
se apressaram em reconhecer
o "novo" governo paraguaio.
Mera  coincidência.

domingo, 24 de junho de 2012

Blitzkrieg

Dona Odete, durante
a reconstituição
do insólito acontecido
na Serra.
Diário Popular e Zero Hora publicaram, neste fim-de-semana, uma carta supostamente remetida aos jornais por um tal de Daniel Marques, auto-intitulado "historiador", da (sugestiva) cidade de Virginópolis-MG.


Pelo conteúdo do texto fica no ar a dúvida acerca do seu real autor. Tudo leva a crer que, na verdade, o responsável pelas "mal traçadas linhas" é... Ariovaldo Teixeira, o nosso Ariovaldo (marido da D. Lurdes), que andava meio afastado das páginas dos matutinos, ultimamente.


Disse ele, seguindo sua filosofia de Café Aquário: "Ação positiva - Louvável a atitude de dona Odete, 87 anos, ao exterminar um bandido que iria assaltar sua residência e provavelmente tirar-lhe a vida. Se ao menos metade das vítimas reagisse e matasse os bandidos, teríamos 50% a mais de vagas nos presídios, metade do serviço na polícia, no Judiciário e reduziria drasticamente os custos com a criminalidade."


Taí! Trata-se de uma questão matemática: metade preso, metade morto. Justiça? A do três-oitão (própria, a propósito, para o extermínio de pitbulls). 

Alalaô

quem
confete
fere
confete
será
ferido

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Reescrevendo a história

No dia 16 de julho de 1950, no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, foi disputada a partida final da IV Copa do Mundo de Futebol. Toda a galáxia (menos, com certeza, os habitantes dos Estados Unidos da América do Norte) sabem qual foi o resultado desse jogo.

Faltando doze minutos para o encerramento da partida, um certeiro chute errado do ponteiro celeste traiu Barbosa, entrando entre o goleiro brasileiro e sua trave esquerda.

Tal ponteiro, Ghiggia, anteontem sofreu um acidente de trânsito nos arredores de Montevidéo. Ficou lastimado e teve de ser internado para tratamento em um hospital.

Há quase 62 anos, tivesse Juvenal, nosso zagueiro naquela final, atuado com a "determinação" do contemporâneo caminhão oriental e a narração de Jorge Curi, para a Rádio Nacional, nos seus  fatídicos minutos, teria sido assim:  

33 minutos - (Vibração da torcida) (...) vai cobrar Juvenal a falta contra a equipe do Uruguai. Prepara-se Juvenal. Ainda não cobrou. Demora-se bastante a cobrar o zagueiro, esperando que os seus companheiros se coloquem.Cobrou agora Juvenal. Direto, sobre a área. Salta Chico. Não alcança a bola. Mas ficou ainda no campo contrário. Cruzou à boca da meta! (Vibração forte da torcida) Aliviou Gambetta! Vem para Bauer. Bauer aparou o couro no peito. Tentou passar por um contrário. Atrasou para Jair. Jair então infiltra-se. Empurrou o couro. Defendeu Tejera. Voltou para Danilo. Danilo perdeu para Julio Pérez, que entregou imediatamente na direção de Míguez. Míguez devolveu a Julio Pérez, que está lutando contra Jair, ainda dentro do campo uruguaio. Deu para Ghiggia. Devolveu para Julio Pérez, (Vibração da torcida) que dá em profundidade ao ponteiro direito. Corre Ghiggia! Aproxima-se do gol do Brasil e... é atingido em cheio por Juvenal. Ainda fora da área, o zagueiro comete foul, como se fosse um caminhão desgovernado! Está expulso! O ponteiro do Uruguai sai também, desacordado! Está ferido na cabeça e com a perna direita quebrada!
(...)
45 minutos(Grande vibração da torcida) Brasil 1x1 Uruguai! Apita o juiz! Brasil! Brasil! Brasil! Campeão Mundial de Futebol! (Foguetes)


Juvenal evita o Maracanazo


*A "narração" (até o momento a aproximação da área brasileira pelo uruguaio) foi extraída do livro "Anatomia de uma derrota", de Paulo Perdigão (L&PM, 2000).

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Carimba aí!

O blog da 20ª Fenadoce (http://www.fenadoce.com.br) informa que com o projeto de Identificação de Procedência os Doces de Pelotas passam a portar um Selo de Autenticidade, diferenciando-se ainda mais no mercado e garantindo proteção contra imitações. Mais que isso, a certificação também é uma forma de proteger a tradição e a cultura pelotense.
Quem ganha com isso são os produtores da região, que garantem o seu sucesso comercial e, principalmente, o consumidor que passa a ter certeza de estar consumindo um produto que mantém rigorosamente as características de suas receitas originais e, é claro, o sabor inconfundível do Doce de Pelotas.
Entre os exemplos de sucesso desta medida legal estão os charutos de Cuba, os vinhos do Porto e o champagne, o vinho branco espumante exclusivo da região de Champagne, na França, todos protegidos pelo selo de autenticidade como garantia da qualidade reconhecida do produto.
A iniciativa vem em boa hora, aliás, na medida que, de uns tempos para cá, muitos doces apresentados como "de Pelotas" passaram a ser produzidos (aqui e em todo lugar) sem um mínimo de critério e respeito à tradição de nossas doceiras. O leite condensado e o chocolate incrementaram uma nova linhagem de doces que, não obstante nenhuma relação guardem com os típicos Doces de Pelotas, passaram a com eles conviver nas bandejas das doçarias.
Pior que isso, ainda, vem sendo a comercialização de doces batizados com designações que se chocam com a nobre procedência dos verdadeiros Doces de Pelotas. A certificação, por isso, servirá também para evitar, definitivamente, que uma "lata de lixo" ou um "nariz entupido" seja confundido com qualquer dos autênticos doces locais.


Acima temos dois exemplares de "modess usado" (doce de coco com geleia de morango e calda de água de bacalhau), que vem sendo apresentado indevidamente como Doce de Pelotas. Na verdade, trata-se de iguaria que nada tem a ver com nossos doces, tendo sido criado na vizinha Rio Grande (e atribuído às nossas doceiras com o especial intuito de vingança tão inerente ao povo do além-São Gonçalo, que jamais perdoará o fato de nossos ancestrais mandarem seus filhos estudar na Europa - de onde retornavam fazendo beicinhos e bem-casados).

domingo, 3 de junho de 2012

Virou zona, Batman...


     A DC Comics, gigantesca editora de quadrinhos norte-americana, terminou nesta semana com as especulações que causara ao anunciar que um de seus super-heróis ia sair do armário. Alan Scott, cuja identidade secreta é o Lanterna Verde, confirmou suas poules. Segundo nota divulgada no site da DC, "hoje temos o prazer de anunciar que o mistério sobre a identidade do personagem gay acabou. Alan é homossexual. Mas é importante notar que a sexualidade é apenas uma parte de sua personalidade". O Lanterna Verde, surgido para os quadrinhos em 1940, aparecerá aos beijos com um "amigo" no segundo número da revista Earth, a ser lançada ainda neste mês nos Estados Unidos.



Ainda bem que tudo foi esclarecido
rapidamente pela DC Comics.
A fase está tão ruim que não seria de se surpreender
que estivessem preparando alguma para o
LANTERNA RUBRO-NEGRO