domingo, 25 de outubro de 2015

Domingão

motocas empinadas & carros rebaixados
 insulfims & isopores
 cadeiras de praia & termos de mate
 sertanejos & universitários
Deu pra ti,
Dom Joaquim Ferreira de Melo!

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Lenda (meio) viva

Da Casa da Borracha ao Padilha, do Comercial ao Rei da Música, reinava o Lobisomem. Assim, a chance da gente se encontrar com o Lobisomem no Pão Gostoso, bem no centro da cruz formada pela Quinze e a Neto, era enorme.
 
O Lobisomem assombrou a infância dos meus primos, o Carlos e o Alexandre, sempre encarregados da difícil missão de buscar o "cacete de meio" de todo dia na saudosa padaria.
 
Eu nunca fui achacado pelo Lobisomem. Precavido, sempre evitei dividir a calçada com ele. À lenda se devia o adequado respeito!
 
Domingo, no campo do Brasil, um pipoqueiro se aproximou de nós. Eu e o Carlos percebemos ao mesmo tempo: era ele! E compramos pipocas do Lobisomem.
 
O Lobisomem tem um metro e meio de altura, muitas rugas e poucos dentes.
 
É, Carlos, o Lobisomem existe. Mas não existe mais!


Eis o Lobisomem, na interpretação de Robert "Galeto" Crumb (Marcelo Schlee Gomes). O Galeto é meu primo, irmão do Carlos e do Alexandre. Como é mais novo que nós, não teve qualquer "enfrentamento" com a lenda. Mal conheceu o Pão Gostoso.