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| Fotografia do Alexandre Schlee Gomes |
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
As aventuras de Cristian
Iria contar uma história sobre virada
de ano quase trágica, mas vou deixar pra semana que vem, pois um comentário em
um blog mudou o meu foco.
Meu amado Caju é um homem culto. Adora
ler. Esses tempos, ele foi prestigiar o lançamento de mais uma obra do
Aldyr
Schlee, pai. Por mais de dez minutos conversou com o autor, que o reconheceu,
sobre futebol de mesa. Aldyr Garcia Schlee é um apaixonado por botão. É fundador
da Associação Pelotense de Futebol de Mesa.
Fiquei
sabendo deste encontro através do ótimo blog do Aldyr Schlee, filho. Ótimo
mesmo. O blog chama-se Bipolar Flexível. O endereço é http://bipolarflexivel.blogspot.com.
Vários assuntos legais sob a ótica de alguém com muito a dizer e cujo objetivo é fazer a gente
pensar.
Na
hora lembrei de uma passagem da minha vida, antes de trocar qualquer assunto com
o Aldyr Schlee, filho.
Namorava
a Karen há dois anos. Ela sabia que eu jogava botão, mas demostrava o mesmo
interesse pelo meu hobby do que eu tenho sobre carros, ou seja, nenhum. Pensava
sem dizer: “botão é coisa de adultos com síndrome de Peter Pan”.
Porém
um dia tudo mudou e graças ao Aldyr Schlee, pai. Sou o controle remoto mais
rápido do Oeste. Em um sábado a noite sem nada pra fazer, trocava de canal de
segundo em segundo quando me deparo com uma espécie de semi documentário no 36
(TVCOM) sobre o homem que deu cores a seleção brasileira.
Na
hora virei pra Karen e falei: tu sabe quem é esses senhor?”. Ela respondeu “não faço a mínima ideia” sem
mexer um músculo a não ser os da boca de forma insolente e preguiçosa, enquanto
lia o livro o Elogio da Madrasta do Mario Vargas Llosa.
Pois
deveria saber, argumentei. Este senhor, em 1953, venceu mais de 200 candidatos
de todo o país no concurso promovido pelo jornal Correio da Manhã para a escolha
do novo uniforme da seleção. Foi ele que
criou o uniforme canarinho que nós conhecemos. E mais é um grande escritor,
professor e desenhista...e joga botão.
A face
dela mudou. A Karen começou a prestar atenção no roteiro do programa.
Jornalista, prêmio mulher como redatora de Economia, PHD em rock e samba, a
minha ex-namorada é uma mulher culta, muito culta e voraz por novos
conhecimentos.
Durante
vários minutos, ela deliciou-se com a fala tranquila, poética e paternal daquele
senhor de cabelos desgrenhados e sorriso conquistador. O programa terminava com um duelo de botão
entre os dois Schlee.
A partir deste
dia, a Karen começou a respeitar o universo do botão. Viu que tinha vida
inteligente ali dentro. Perguntava dos meus jogos e dos campeonatos externos.
Tudo graças ao seu Aldyr Schlee.
Deixamos de ser namorados e viramos grandes amigos, mas sempre quando nos
encontramos ela pegunta: “e o botão, ainda joga?”
*Cristian Costa, autor deste texto (publicado hoje no gothegolplus.blogspot.com) é jornalista em Porto Alegre e, nas horas vagas (só nas bem vagas), botonista.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
A insustentável leveza do ser
O Diário Popular, na edição de fim-de-ano, brindou-nos com importante noticiário a respeito de como a nobreza local passou o reveillon.
Sob o título "Gente chic e empreendedora em festa", a colunista revelou que "A elegante e carismática Maria Rita Sampaio reuniu, para o almoço, a família e os amigos íntimos, na sua Estância São José. Solon Silva fez um pequeno show que caiu no agrado de todos, principalmente do filho da anfitriã, Felipe Nabuco, que veio de São Paulo abraçá-la."
Já o Bipolar Flexível, cônscio de seu dever de informar, traz em primeira mão detalhe do petit comité que não constou da nota publicada no centenário tabloide da Rua XV.
Segundo se soube por fonte fidedigna, Solon Silva Show acabou sendo acompanhado pelas vozes dos presentes quando entoou tradicional canção cujos versos - repetidos à exaustão - homenagearam tanto o neto paulistano como a velha perereca de guerra de sua avó, a estancieira-mor:
Segundo se soube por fonte fidedigna, Solon Silva Show acabou sendo acompanhado pelas vozes dos presentes quando entoou tradicional canção cujos versos - repetidos à exaustão - homenagearam tanto o neto paulistano como a velha perereca de guerra de sua avó, a estancieira-mor:
"Nabuco foi à fonte
caçar borboletas
encontrou Dona Antoninha
com a mão...
Nabuuuco foi à fonte
caçar borboletas"
Foi um must! Sorry, periferia!
sábado, 31 de dezembro de 2011
Silogismo
Dia desses escrevi sobre a desconfiança do Hugo Chávez a respeito da "coincidência" de cinco presidentes sulamericanos (entre eles o próprio) terem sido acometidos recentemente pelo câncer.
Lembrei-me, quando fazia isso, de já ter lido em algum lugar que os nazistas, quando se decidiram pela "solução final", terem descartado continuar a chacina dos judeus (e dos outros "inimigos do Reich") a bala. Afinal, balas deveriam ser reservadas a uso "mais nobre": às batalhas contra os exércitos aliados.
Antes de partirem para o uso do Zyklon B, o gás empregado nos infames campos de extermínio, houve, por parte dos "cientistas" alemães, estudos (baseados em horripilantes experiências com cobaias humanas) considerando a hipótese da utilização de Raios X para fins de esterilização em massa. Mas, como o destino da Guerra já se invertia àquela altura, os gastos para tanto não compensariam os resultados, que seriam alcançados somente a longo prazo.
Procurei entre meus livros esse assunto. Não encontrei o texto específico. Mas, em compensação, no livro Os Cientistas de Hitler - Ciência, Guerra e o Pacto com o Demônio (John Corwell, Imago, 2003), achei algo muito interessante: o registro da preocupação dos nazistas com o câncer. Essa preocupação chegou a ensejar, por parte deles, via de consequência, medidas contra o cigarro (foi à época que restou demonstrada estatisticamente relação entre o tabaco e o câncer de pulmão).
Conforme Cornwell, "A batalha contra o hábito de fumar incluiu uma gama de medidas que só recentemente foram vistas nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, e que ainda avançam devagar na maior parte da Europa. Os nazistas proibiram o fumo em muitas áreas públicas, incluindo escritórios e salas de espera. Houve proibições à propaganda de cigarros, com referência especial ao fato de os fumantes parecerem varonis, esportivos ou sexualmente atraentes, e ubíquos avisos de saúde visando especialmente os jovens. Ofereceram-se vagões de não-fumantes nos trens, com multas legais. O presidente da Universidade de Jena, Karl Astel, diretor do Instituto de Pesquisas dos Riscos do Tabaco ali, proibiu o fumo no campus e era conhecido por arrancar cigarros da boca dos alunos. Houve casos até de motoristas presos por causarem acidentes quando fumavam. O tabaco, segundo a propaganda, reduzia a energia para o trabalho, causava impotência nos homens; era um "epidemia", uma "praga", uma forma de "masturbação pulmonar"."
Com essa, antes da virada do ano vou sair e comprar uma carteira de Minister curto. Nunca é tarde para se começar um hábito nocivo ao autoritarismo.
(E que se danem - por tabela - a Globo, o Fantástico e o Dráuzio Varela!)
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Gênero
Morreu a Chita. É, a Macaca Chita, dos filmes do Tarzan. Tinha mais de setenta aninhos e, na verdade... era macho! Isso mesmo: a Macaca Chita era Macaco Chico.
Isso me fez lembrar coisa parecida que se sucedeu quando da morte de outra famosa personagem roliudiana, a Lassie. Pois é, o mundo ficou sabendo, pasmo, que a Lassie (amiguinha canina da Liz Taylor-criança) também era macho, era cachorro!
Só falta revelarem, agora, que o Bambi não era viado...
O feijão e o sonho
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