terça-feira, 17 de março de 2015

Celso Gutfreind na ZH. Quem sabe, né?

Conhecemos o primeiro capítulo dessa história. Ele é épico, mas não seria como em toda história verdadeira? Há 30 anos o Brasil de Pelotas venceu o Flamengo de Zico. Talvez já fosse o segundo capítulo quando, no caso, o primeiro teria sido a luta de Davi contra Golias.

Histórias costumam repetir-se e, três décadas depois, temos o reencontro de Davi, digo, do Brasil de Pelotas e do Flamego do Rio. Ok, o Flamengo não tem mais o Zico (tem o Pará) e o próprio Vanderlei Luxemburgo já não é nenhum Golias. Mas o time continua na Série A com uma das maiores — senão a maior — torcidas do país e uma folha de pagamento muito superior ao do adversário que hoje luta bravamente na Série C.
O novo capítulo dá-se no mesmo cenário, um Bento Freitas lotado à espera de uma nova façanha no jogo de ida pela Copa do Brasil. Conhecemos as regras. Se o visitante fizer dois a zero, não tem jogo de volta. E a trama recomeça indigesta: ainda no primeiro tempo, o zagueiro pelotense falha como havia falhado o flamenguista no gol do Bira há 30 anos.
Para complicar a intriga, até o Pará faz um gol no segundo tempo. Dois a zero, fim da linha, fim da história nada repetida.
Eis que no último lance, Forster reedita a jogada de Júnior Brasília há 30 anos. Tudo é muito igual e muito diferente como no paradoxo das melhores histórias. Igual, porque o gol é meio bruxo, igual porque reacende a torcida. Diferente, porque o Brasil de Pelotas perde o jogo e as chances de uma reabilitação deverão passar por uma vitória por dois gols de diferença na frieza do Maracanã e não no caldeirão do Bento Freitas. Uma classificação no Rio é improvável.
Mesmo assim, a torcida comemora como se tivesse vencido uma Copa do Mundo. A massa xavante rubro-negra colore a alegria das arquibancadas e ilumina o barulho de um estádio inteiro. É o segundo capítulo, a repetição de uma história, ainda que diferente. O que ontem era épico, hoje é lírico na vida de uma paixão que, 30 anos depois, no meio de tantos revezes, incluindo uma derrota parcial quase total, consegue permanecer acesa, intacta, inflamada e repleta de esperança.

domingo, 8 de março de 2015

Fedor no ar!

Ando preocupado com o clima de "golpismo" que está no ar. O que me vinha consolando até hoje cedo era a ausência de um efetivo grupo de poder disposto efetivamente a desencadear um maldito novo golpe. No café da manhã, porém, lendo uma coluna do Caderno Estilo, do Diário Popular, estremeci nas bases. Sob o título "Filme de horror", a autora dessa peça - notória dondoca local - conta que, no seu retorno das férias em Punta del Este, encontrou o país mergulhado num caos. Então, para se evitar que cheguemos "ao fundo do poço", conclama seus leitores a dizerem "basta!", a "reagir". E não quer "simplesmente" o impeachment... Pronto! Agora já sei: o golpe é iminente e vai ser dado a partir do Dunas Clube! Meus sais!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Hoje, de novo

18 de julho de 1985. Foi nessa data, num meio de semana, à noite, que o Xavante derrotou o Flamengo por 2x0 no Bento Freitas (repetindo a vitória, só que por placar mínimo, do ano anterior).
Na época eu estava trabalhando em Panambi, razão pela qual não estava presente no nosso estádio. Encerrado o expediente no foro, fui correndo para o hotel Eusenau, onde morava. O jogo seria televisionado para todo estado pela RBS (ou ainda era Gaúcha naquela época?).
Havia uma televisão grandona no hall do hotel e eu, claro, fui um dos primeiros a garantir um bom lugar para acompanhar a transmissão (na voz de Celestino Valenzuela). Coloquei uma toalha com o escudo Xavante em posição estratégica, ao lado da tevê. Muitos hóspedes encheram a sala antes do inicio da partida.
Quando o jogo já ia começar, chegou um cara que, ao ver a toalha do Brasil gritou: "quem é o viado de Pelotas que tá aí?", ao que o gerente do hotel respondeu, apontando para mim: "o juiz ali". Foi-se minha "otoridade"!
Depois do constrangimento (o cara era de Pelotas e também era Xavante, por óbvio!), vibramos todos os presentes (inclusive uns paranaenses) com a histórica vitória.
E, acreditem, muitos foguetes espoucaram na noite panambiense, naquele longínquo e insquecível inverno!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Roedores

Hoje é o Dia da Marmota nos Estados Unidos. (Lembram do filme Feitiço do Tempo?) Segundo previsão do bichinho, amanhã (e depois e depois e depois de amanhã) o David Coimbra nos brindará com crônicas basbaques sobre a "Terra da Liberdade". This land is (not) my land!
 

 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Eles ainda abundam

Li na Zero Hora de ontem que o Judiciário Riograndense negou medida liminar requerida pelo Partido Progressista (PP) e pelo Democratas (DEM) para que a Avenida da Legalidade e da Democracia voltasse imediatamente a se chamar Avenida Castelo Branco. Relembrando: através de lei municipal aprovada pela Câmara de Vereadores de Porto Alegre em outubro de 2014, a então Avenida Castelo Branco teve seu nome mudado, passsando a chamar-se Avenida da Legalidade e da Democracia. O argumento do PP e do DEM (que nada mais são do que "desdobramentos" da falecida ARENA) é de que a lei deveria ter sido aprovada por dois terços da Câmara, segundo determinação da Lei Orgânica do Município, e não por maioria, como aconteceu. Além disso, reclamam que, antes da mudança da designação da via, os moradores  das redondezas deveriam ser consultados a respeito.
Próceres dos dois partidos sugerem, alternativamente, que em não havendo possibilidade de se retornar a homenagem ao gorila cearense, que a importante via de entrada à capital gaúcha passe a ser designada "Avenida do Golpe e da Ditadura".
O mérito da ação ainda vai ser apreciado e julgado pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça.
 
 

sábado, 10 de janeiro de 2015

Na ilha de Caras

Conhecido Pastor Evangélico e dublê de Deputado Federal (PQP-RJ) anuncia ter ingressado em uma fase mais light, caracterizada pela flexibilização de suas convicções pessoais. "Meu negócio agora é o amor", justificou o parlamentar. Atribuiu essa radical mudança a um costume recentemente por ele adotado: o uso do pau de Selfie*.

*Raimundo Selfie da Conceição é baiano de Jequié e trabalha como motorista do parlamentar desde 2013.

Fundamentalistas 1x1 Fundamentalistas