segunda-feira, 15 de junho de 2015

Essa não!

 
Dizem que morreu Christopher Lee.
Sei não...
Alguém se assegurou
de cravar-lhe uma estaca no coração?
De dar-lhe um tiro prateado de misericórdia?
 
Não caio nessa.
Vou continuar sempre sobressaltado,
à noite, sonhando
com aqueles malditos filmes da Hammer.
 
Castelos de papelão de uma Transilvânia sessentista
martelando meu inconsciente
de guri.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Um mundo quase perfeito

O Almanaque Gaúcho de hoje, na ZH, publica uma fotografia de Porto Alegre nos anos 60. Em Plena Av. João Pessoa, desce um bonde, "arrudiado" por um Fuca e um Gordini 1093. Ao fundo, vê-se um possante Simca e, mais distante, uma Kombi. Por que a cena não é perfeita? Pela injustificada ausência de um DKW.

sábado, 25 de abril de 2015

Priscas eras...

Lembrou a Zero Hora que, há 50 anos, em 25 de abril de 1965, o jornal publicara:
 
"Edmar Fetter, uma das grandes lideranças da ARENA, manifestou-se a favor de Gay da Fonseca como novo presidente do partido. Hugo Mardini, o outro candidato, ainda busca apoio político."
 
Portanto, pode-se dizer o que se quiser daqueles fiadasputa, menos que eram homofóbicos.

Arquiteto e pensador católico

Coluna do Mansur, ontem, no DP: "A OAB/Pelotas, através da Comissão Especial do Jovem Advogado da OAB/RS e do Instituto Pelotense de Estudos Conservadores, promoveu a palestra com Percival Puggina, sexta-feira última, quando o tema abordado foi 'A involução cultural do Brasil'".

Alô, amigos advogados: é fato que a entrada era franca, mediante declaração da senha "ANAUÊ"?

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Roedores

O cara ganhou uns trocos para soltar uns ratos na CPI. Largou dois do time do Mickey, mais dois hamsters e um esquilo.
É aquela história: não tem tu, vai tatu mesmo.

terça-feira, 17 de março de 2015

Celso Gutfreind na ZH. Quem sabe, né?

Conhecemos o primeiro capítulo dessa história. Ele é épico, mas não seria como em toda história verdadeira? Há 30 anos o Brasil de Pelotas venceu o Flamengo de Zico. Talvez já fosse o segundo capítulo quando, no caso, o primeiro teria sido a luta de Davi contra Golias.

Histórias costumam repetir-se e, três décadas depois, temos o reencontro de Davi, digo, do Brasil de Pelotas e do Flamego do Rio. Ok, o Flamengo não tem mais o Zico (tem o Pará) e o próprio Vanderlei Luxemburgo já não é nenhum Golias. Mas o time continua na Série A com uma das maiores — senão a maior — torcidas do país e uma folha de pagamento muito superior ao do adversário que hoje luta bravamente na Série C.
O novo capítulo dá-se no mesmo cenário, um Bento Freitas lotado à espera de uma nova façanha no jogo de ida pela Copa do Brasil. Conhecemos as regras. Se o visitante fizer dois a zero, não tem jogo de volta. E a trama recomeça indigesta: ainda no primeiro tempo, o zagueiro pelotense falha como havia falhado o flamenguista no gol do Bira há 30 anos.
Para complicar a intriga, até o Pará faz um gol no segundo tempo. Dois a zero, fim da linha, fim da história nada repetida.
Eis que no último lance, Forster reedita a jogada de Júnior Brasília há 30 anos. Tudo é muito igual e muito diferente como no paradoxo das melhores histórias. Igual, porque o gol é meio bruxo, igual porque reacende a torcida. Diferente, porque o Brasil de Pelotas perde o jogo e as chances de uma reabilitação deverão passar por uma vitória por dois gols de diferença na frieza do Maracanã e não no caldeirão do Bento Freitas. Uma classificação no Rio é improvável.
Mesmo assim, a torcida comemora como se tivesse vencido uma Copa do Mundo. A massa xavante rubro-negra colore a alegria das arquibancadas e ilumina o barulho de um estádio inteiro. É o segundo capítulo, a repetição de uma história, ainda que diferente. O que ontem era épico, hoje é lírico na vida de uma paixão que, 30 anos depois, no meio de tantos revezes, incluindo uma derrota parcial quase total, consegue permanecer acesa, intacta, inflamada e repleta de esperança.

domingo, 8 de março de 2015

Fedor no ar!

Ando preocupado com o clima de "golpismo" que está no ar. O que me vinha consolando até hoje cedo era a ausência de um efetivo grupo de poder disposto efetivamente a desencadear um maldito novo golpe. No café da manhã, porém, lendo uma coluna do Caderno Estilo, do Diário Popular, estremeci nas bases. Sob o título "Filme de horror", a autora dessa peça - notória dondoca local - conta que, no seu retorno das férias em Punta del Este, encontrou o país mergulhado num caos. Então, para se evitar que cheguemos "ao fundo do poço", conclama seus leitores a dizerem "basta!", a "reagir". E não quer "simplesmente" o impeachment... Pronto! Agora já sei: o golpe é iminente e vai ser dado a partir do Dunas Clube! Meus sais!