quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Virou zona


Primeiro foi o Lanterna Verde.
Depois, a Mulher Maravilha mandou construir um portal grego na entrada da Sala da Justiça.
Agora, Batman e o Aranha...

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Utilidade pública

Alô, alô, Rede Globo!
Bipolar Flexível informa que em Londres,
Inglaterra, Europa, Planeta Terra,
estão se realizando os Jogos Olímpicos...

quinta-feira, 26 de julho de 2012

As múmias brasileiras

Vinte e sete anos de serviços prestados ao Judiciário conferem "privilégios" como o que estou gozando neste frio mês de julho: trinta dias de licença-prêmio. Por conta desta folga, levanto-me tarde todos os dias, não faço a barba grisalha há semanas e me dou ao luxo de acompanhar de perto, no solzinho, as partidas de tênis do Pelotas Open que está acontecendo aqui pertinho, no Parque.

O prestigiado
"professor"
Ontem e hoje mudei um pouco essa minha deliciosa "rotina", assistindo na tevê a jogos dos torneios de futebol - feminino e masculino - das Olimpíadas. Parecia que nada poderia ser pior do que a pobreza técnica dos jogos de ontem, das mulheres, porém, hoje à tarde, nossos milionários cracks conseguiram protagonizar algo bem pior. Depois de largarem fazendo 3x0 em meia-hora de jogo, no segundo tempo quase entregaram a rapadura para o Egito, time fraquíssimo, de quinta categoria. Elevado à condição de gênio, Neymar foi a pior figura em campo, transparecendo uma empáfia sem precedentes. Ou melhor, sem precedentes não. O maior precedente é a própria cara do técnico Mano Menezes (que, não faz muito tempo, passou pelo Xavante sem deixar saudades).

Sobre as Olimpíadas, lê-se apenas comentários deslumbrados acerca de tudo que cerca os jogos. Claro, as disputas serão na Inglaterra. Assim, o fato de diversos locais de jogos ainda estar em obras ainda é tratado com toda a condescendência. Hoje mesmo, na Zero Hora, David Coimbra escreveu que "Os prédios estão prontos; o acabamento não. Ainda há homens martelando, serrando, polindo, lixando e empilhando, encaixando andaimes, aparafusando cadeiras. Mas são apenas os arremates. O principal está pronto há meses". Ah, tá. Está pronto ou não está?

Quando a Copa do Mundo foi na África do Sul, o tratamento geral não foi esse. Tudo era motivo para se transmitir a ideia de que a coisa não ia dar certo (embora tenha dado!). Da mesma forma, tudo que diz respeito à Copa e as Olimpíadas de 2014 e 16 é tratado no Brasil com a convicção vira-lata de que "os outros" fariam melhor. Ainda mais se os outros forem uns ingleses bacanas, por exemplo.

A África do Sul é aqui!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Olimpíadas

Começaram os Jogos Olímpicos! Quer dizer, começaram os jogos dos torneios de futebol dos Jogos Olímpicos antes mesmo da abertura desses jogos. Imaginem se isso fosse em Portugal (ou em Rio Grande)!!!!


E já de saída uma rateada gigantesca dos organizadores - Inglaterra, país do primeiríssimo mundo: colocaram no imenso placar eletrônico do estádio, ao lado dos nomes das jogadoras da Coréia do Norte (que enfrentariam as colombianas), a bandeira da arqui-inimiga Coréia do Sul. Fedeu! Ameaças das norte-coreanas de não jogar e até, da delegação do país se retirar das disputas.


Ah, durante o jogo França x Estados Unidos a transmissão da Record já começou com a velha babaovisse de sempre: "as americanas são favoritas", "as americanas já ganharam tantas medalhas de ouro", "a fulana é a melhor do mundo", "a sicrana é lindíssima". Só que alguém, lá pelas tantas, comentou que já há dois anos não existe mais a liga americana de futebol feminino, o que deixa as colegas do norte mais ou menos na condição das brasileiras, que estrearam com vitória de 5x0 contra as coitadas camaronesas. Apesar do placar, foi um jogo horrível (como toda partida de futebol feminino, aliás). As jogadoras - com raríssimas exceções - não têm mínima intimidade com a bola. É um festival de passes errados e de lances bisonhos.



Pelo bem do esporte, o futebol feminino deveria ter o mesmo destino do amiguinho que ilustra a página!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Elementar...

   A Zero Hora de domingo trouxe, na sua seção de esportes, três páginas contendo mais uma "reportagem investigativa" tão em moda. Tratava de dois torcedores, um do Grêmio e outro do Internacional, que, segundo o jornal apurou, embora "condenados" pela Justiça a não se fazerem presentes aos jogos de seus respectivos times pelo período de seis meses, estariam descumprindo essa "pena".

   Da leitura da matéria entende-se que, na realidade, porque se envolveram em brigas nos estádios da capital, os dois torcedores acabaram, no Juizado Especial Criminal de Porto Alegre, aceitando a transação penal que lhes foi oferecida (consistente, exatamente, em - durante seis meses - apresentarem-se em determinada delegacia de polícia, lá permanecendo durante o tempo em que seus times estiverem jogando na cidade). A reportagem apontou que nenhum dos torcedores vem cumprindo o combinado, havendo inclusive fotos deles no Beira-Rio e no Olímpico. Conclui que se trata de caso de impunidade.

  Ouvidos a respeito, Juiz e Delegado de Polícia empurraram a responsabilidade da fiscalização do cumprimento da transação um para o outro. Hoje a novela segue no matutino, com mais duas páginas, agora colocando na berlinda os clubes, cujos presidentes também se eximem de responsabilidade pelo acesso dos indigitados torcedores a seus estádios.

   Imensa besteira!

   A transação penal é um benefício que, no âmbito do Juizado Especial Criminal, deve ser oferecido àquele que cometeu o chamado "delito de menor potencial ofensivo", desde que não tenha antecedentes. Nada mais é do que um acordo, proposto pelo Promotor de Justiça (em nome do Estado) ao denominado "autor do fato". É sempre oferecido antes do início do processo criminal propriamente dito, quando sequer há denúncia (em geral a peça inicial nos feitos criminais, quando a iniciativa não é exclusivamente do ofendido).

   Assim, no caso levantado pela Zero Hora, o que se tem é simplesmente o descumprimento desse acordo, da transação, pelos torcedores brigões, cujo efeito será - na pior das hipóteses - a revogação do benefício e, então, a iniciação dos atos tendentes à formalização do processo criminal (que, eventualmente, seguirá até a sentença de mérito, a qual, por óbvio, poderá até ser de absolvição!).

  Much ado about nothing! diria o compadre Bill Shakespeare.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Dos morros para as marachas

     Um certo ex-capitão do BOPE (que teria servido de inspiração para a criação do personagem "Capitão Nascimento", dos filmes Tropa de Elite), veio a Pelotas para proferir palestra "motivacional"  a produtores de arroz da região. Transmitiu, segundo longamente noticiado no Jornal do Almoço de hoje, sua experiência em "treinamento" e "formas de atingir objetivos". As imagens apresentadas na RBS deram-nos conta de um auditório cheio de gente ávida de interesse nas experiências e conceitos do ex-oficial-caveira. 
     Consta que, meio apertadito, um arrozeiro do Curral das Éguas, ali perto do Taim, fez menção de dar uma saidinha para se aliviar. Ao se levantar da cadeira, foi imediatamente imobilizado pelo pessoal do Capitão, que lhe meteu um saco plástico na cabeça, fazendo com que o orizicultor mergulhão, sufocado e todo mijado, pedisse para sair. Palmas gerais para o BOPE! Palmas gerais para o IRGA!


- Senhor Érico, eu estou de olho no senhor... Nunca será!!!!!!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Borgnine


     Nos Estados Unidos, na época da Grande Depressão, era comum desempregados tentarem a sorte em outras paragens, na busca de melhores oportunidades. Para isso, não dispondo de dinheiro, levas de desempregados lançavam mão de perigosas artimanhas para se deslocar, clandestinamente, em trens de carga, para os mais longínquos pontos do país. Chegavam a arriscar suas vidas, viajando pendurados sob os vagões, "like bats". Em 1973 a 20 Century Fox lançou nos cinemas o filme Emperor of the North, dirigido por Robert Aldrich, em que Lee Marvin interpreta o vagabundo Nº 1, que, aceitando desafio de um novato contador de vantagens, Cigaret (Keith Carradine), entra em conflito com Shack (Ernest Borgnine), o chefe do trem nº 19, cujo maior orgulho é jamais ter permitido que hoboes algum pegasse carona em composição sob seu comando.

"Consigam um trabalho de verdade antes de tentar
seguir uma carreira de ator. Aprendam sobre a vida
e depois aprendam sobre seu ofício.
E não usem óculos escuros na tela para parecerem
legais. Os olhos são o melhor recurso de um ator."
     Ernest Borgnine morreu ontem, aos 95 anos. Em que pese tenha ganho o Oscar de Melhor Ator (1955) pelo papel do açougueiro bonzinho em Marty, acho que sempre fez melhores papéis quando foi o vilão ou cara mau caráter dos filmes. Esse Imperador do Norte é, para mim, a prova disto. Quem tiver o filme em casa, quem sabe não seja uma boa pedida para esta madrugada (inclusive como homenagem ao velho Ernie). A quem não viu, fica a recomendação. O DVD pode ser comprado, não muito caro, através da DVD World ou das Americanas. Quem sabe, mais em conta ainda, se consiga o disquinho no "mercado negro", ali em frente à Receita Federal.