As revistas de fofocas de toda Europa não falam de outra coisa! O casamento de Lady Gaga!!!! Os espanhóis sempre gostaram de acompanhar as bodas da nobreza. Mas nunca viram algo igual. Desta vez, a felizarda é a conhecida Lady Gaga, ou simplesmente Dona María del Rosario Cayetana Alfonsa Victoria Eugenia Francisca Fitz-James Stuart y Silva, mais conhecida como Duquesa de Alba, a vovó boca mole... Mãe de seis filhos, a Gaga já assoprou 85 velinhas e vai casar com o garotão Alfonso Diez Carabantes, 24 anos mais novo (que de gaga não tem nada!). A duquesa é uma das mulheres mais ricas da Europa, proprietária de uma fortuna de bilhões de dólares em imóveis e obras de arte. Tem 5 títulos ducais, 18 marquesais, 20 condais e é 14 vezes Grande de Espanha. Apenas ela pode entrar a cavalo na Catedral de Sevilha e não necessita prestar reverência ao Papa... Segundo afirmou Lady Gaga: “Alfonso não quer nada. Ele renunciou a tudo, só quer a mim”. O casório será em outubro e o irmão da noiva, o também conhecido Garibaldo, será o padrinho (Brasil!!!!!!!!!!!!).domingo, 18 de setembro de 2011
Lady Gaga vai casar! (por Andrey Schlee)
As revistas de fofocas de toda Europa não falam de outra coisa! O casamento de Lady Gaga!!!! Os espanhóis sempre gostaram de acompanhar as bodas da nobreza. Mas nunca viram algo igual. Desta vez, a felizarda é a conhecida Lady Gaga, ou simplesmente Dona María del Rosario Cayetana Alfonsa Victoria Eugenia Francisca Fitz-James Stuart y Silva, mais conhecida como Duquesa de Alba, a vovó boca mole... Mãe de seis filhos, a Gaga já assoprou 85 velinhas e vai casar com o garotão Alfonso Diez Carabantes, 24 anos mais novo (que de gaga não tem nada!). A duquesa é uma das mulheres mais ricas da Europa, proprietária de uma fortuna de bilhões de dólares em imóveis e obras de arte. Tem 5 títulos ducais, 18 marquesais, 20 condais e é 14 vezes Grande de Espanha. Apenas ela pode entrar a cavalo na Catedral de Sevilha e não necessita prestar reverência ao Papa... Segundo afirmou Lady Gaga: “Alfonso não quer nada. Ele renunciou a tudo, só quer a mim”. O casório será em outubro e o irmão da noiva, o também conhecido Garibaldo, será o padrinho (Brasil!!!!!!!!!!!!).sábado, 17 de setembro de 2011
Aiô, Silver!
"Vinte de Setembro,
data tão festiva,
foi a independência
desta terra tão querida."
Lá nos idos dos anos 60, aluno da Dona Núbia na 3ª série primária do Santa Margarida, participei de uma encenação em homenagem à Semana Farroupilha.
Era mais ou menos assim: depois de cantarmos a musiquinha aí de cima, alunos previamente selecionados levantavam-se e, um a um, representando os heróis farroupilhas, diziam um versinho a respeito de cada um dos diversos ditos cujos. Eu, para meu desespero, fui escalado para encarnar David Canabarro. Laço azul (é, azul clarinho!!) no pescoço, nervoso, na hora agá, "declamei" o texto decorado tão baixinho que ninguém ouviu! Que trauma!
Daí, provavelmente minha aversão intrínseca a esse gauchismo de bunda assada que se vê por aí (especialmente nesta época do ano).
Não tenho nada a ver com essas manifestações de júbilo a uma guerra (perdida) da qual meus antepassados não participaram. Eles chegaram depois de Ponche Verde.
Em tempos de CTG (por Andrey Schlee)
A história pode até parecer inventada. Mas não foi...
Na última segunda-feira entrei em um taxi rumo ao IPHAN. Ao informar meu destino, o motorista, nascido em Brasília, logo questionou: – O senhor é gaúcho? Para, ato contínuo à minha resposta positiva, completar: – E o senhor é gremista ou colorado? Como sempre (e para encerrar o assunto...), respondi que era Xavante, e expliquei: – Sou Brasil de Pelotas. Mas, para minha surpresa, o motorista passou para um segundo tema preferido: – Mas de churrasco o senhor gosta? (como se torcer pelo Brasil significasse odiar futebol...). Novamente respondi que sim, e informei ao curioso condutor que, em Brasília, havia um CTG onde, no primeiro domingo de cada mês, é servido um saboroso costelão. Muito interessado, o motorista perguntou se ele poderia entrar no CTG. – É claro! Retruquei imediatamente. Acrescentando que não era necessário ter nascido no Rio Grande do Sul para frequentar um CTG. Foi então que ouvi o inacreditável: – O senhor, não entendeu! Perguntei se poderia entrar porque sou mulato!?!?
Curiosamente, um dia depois, participei da mesa de abertura do seminário Quilombo Vivo – Promover e Proteger o Patrimônio Cultural Quilombola, realizado pela Fundação Cultural Palmares, em parceria com a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Olha a Mangueira aí, geeeeente!
A foto acima (de Eric Fefeberg - AFP) foi publicada na p. 22 do Diário Popular de hoje. Ilustra matéria (Saudações à "Líbia livre") que dá conta da visita do primeiro-ministro britânico, David Cameron, e do presidente francês, Nicolas Sarkozy, a Benghazi, "sede do movimento rebelde que derrubou Kadafi".
Como se percebe pelas expressões faciais das "otoridades" européias, Cameron e Sarkozy ficaram bastante impressionados com o avantajado da "Líbia livre, leve e solta".
Busto a Golbery do Couto e Silva: um contrassenso em praça pública (por Juarez Rodrigues Fuão)*
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| Fotografia que servirá de modelo para a confecção do busto em homenagem a Herr Doktor Golbery no além São Gonçalo |
Ao longo dos anos, tenho desenvolvido e orientado estudos sobre construções de monumentos e suas peculiares relações com as sociedades promotoras. Durante tais processos é bastante corriqueiro encontrar significativas divergências históricas, questões “esquecidas”, glorificações ajustadas, forçadas, quando não inventadas, disputas e apropriações do bronze por grupos políticos ou intelectuais. Entretanto, todos esses estudos mostraram nitidamente um fio condutor que justificasse, ainda que de forma deliberada pelo contexto da época da edificação, a homenagem ao personagem escolhido. Foram momentos peculiares, em que parte da população buscava, ao longo de história, figuras que melhor pudessem representar seu passado e servir de modelo para a consolidação de uma nova identidade. Questões, como Bento Gonçalves era monarquista ou republicano?; Artigas era oriental ou uruguaio?, naturalmente permearam as discussões na imprensa e no seio das comissões responsáveis pelo planejamento das obras representativas desses personagens nas primeiras décadas do século 20. Hoje, separado por um século, deparo-me com uma situação diferente, inimaginável e insólita nos tempos atuais: uma homenagem à violência, à censura e à opressão.
Ainda que a obra proposta se resuma a um simples busto de Golbery do Couto e Silva, não possuindo a magnitude de um conjunto monumental como o erguido a Bento Gonçalves ou ao brigadeiro José da Silva Paes, a sua efígie não trará um mero discurso inocente, despropositado e facilmente digerido e aceito pela comunidade rio-grandina. Ela causará uma cicatriz bem mais profunda e perene na memória local.
Estranha-me muito ver uma instituição partidária que, se no passado lutou pela volta da democracia no Brasil, hoje participa com orgulho da perpetuação de um dos personagens com atuação demarcada pelo regime opressor instaurado com o Golpe de 64.
Indigna-me o fato de que ali, em frente ao busto do homenageado, passarão dezenas e dezenas de cidadãos, rio-grandinos ou não, que um dia sofreram a violência de um regime que silenciava a todos aqueles que ousavam ter voz em um país que, para o bem do governo, deveria ser mudo.
Repulsa-me o fato de imortalizar alguém que se constituiu em personagem basilar de um regime em que a palavra “assassinado” era substituída por “desaparecido”, quando a palavra “democracia” valia menos que um cano de revólver em uma sala escura ou em um porão.
Com essa homenagem, estaremos dando um atestado contra o próprio movimento democrático brasileiro e sul-americano. Enquanto sociedades vizinhas, como a uruguaia e a argentina, estão alocando os antigos torturadores e ditadores no banco dos réus, nós, rio-grandinos, estamos alçando-os a um pedestal em praça pública.
Por vários motivos o erguimento de um busto público homenageando uma das principais figuras de um regime opressor soa-me como um rotundo deboche àqueles que acreditavam e acreditam na consolidação da democracia brasileira. Os políticos e a sociedade de um modo geral, não precisam buscar naquele período sombrio, instaurado em 1964, figuras para serem imortalizadas no bronze. Tão pouco o Exército brasileiro precisa desenterrar da história um passado tão nebuloso em busca de uma figura exemplar (o que dizer daqueles mais de 25 mil brasileiros que, apenas duas décadas antes do golpe, embarcaram em portos brasileiros em direção à luta contra o totalitarismo na Europa?).
Como rio-grandino, confesso estar envergonhado e impotente frente uma Câmara dos Vereadores que deveria, em primeiro lugar, zelar pelo regime democrático e pela memória de nossa sociedade.
Já chegou a hora de pararmos de falsear tão estúpida e impunemente o nosso passado.
Ainda que a obra proposta se resuma a um simples busto de Golbery do Couto e Silva, não possuindo a magnitude de um conjunto monumental como o erguido a Bento Gonçalves ou ao brigadeiro José da Silva Paes, a sua efígie não trará um mero discurso inocente, despropositado e facilmente digerido e aceito pela comunidade rio-grandina. Ela causará uma cicatriz bem mais profunda e perene na memória local.
Estranha-me muito ver uma instituição partidária que, se no passado lutou pela volta da democracia no Brasil, hoje participa com orgulho da perpetuação de um dos personagens com atuação demarcada pelo regime opressor instaurado com o Golpe de 64.
Indigna-me o fato de que ali, em frente ao busto do homenageado, passarão dezenas e dezenas de cidadãos, rio-grandinos ou não, que um dia sofreram a violência de um regime que silenciava a todos aqueles que ousavam ter voz em um país que, para o bem do governo, deveria ser mudo.
Repulsa-me o fato de imortalizar alguém que se constituiu em personagem basilar de um regime em que a palavra “assassinado” era substituída por “desaparecido”, quando a palavra “democracia” valia menos que um cano de revólver em uma sala escura ou em um porão.
Com essa homenagem, estaremos dando um atestado contra o próprio movimento democrático brasileiro e sul-americano. Enquanto sociedades vizinhas, como a uruguaia e a argentina, estão alocando os antigos torturadores e ditadores no banco dos réus, nós, rio-grandinos, estamos alçando-os a um pedestal em praça pública.
Por vários motivos o erguimento de um busto público homenageando uma das principais figuras de um regime opressor soa-me como um rotundo deboche àqueles que acreditavam e acreditam na consolidação da democracia brasileira. Os políticos e a sociedade de um modo geral, não precisam buscar naquele período sombrio, instaurado em 1964, figuras para serem imortalizadas no bronze. Tão pouco o Exército brasileiro precisa desenterrar da história um passado tão nebuloso em busca de uma figura exemplar (o que dizer daqueles mais de 25 mil brasileiros que, apenas duas décadas antes do golpe, embarcaram em portos brasileiros em direção à luta contra o totalitarismo na Europa?).
Como rio-grandino, confesso estar envergonhado e impotente frente uma Câmara dos Vereadores que deveria, em primeiro lugar, zelar pelo regime democrático e pela memória de nossa sociedade.
Já chegou a hora de pararmos de falsear tão estúpida e impunemente o nosso passado.
* Juarez Rodrigues Fuão, autor desse texto publicado hoje no Diário Popular, é doutor em História e professor adjunto do Instituto de Ciências Humanas e da Informação da Furg. É, também, beatlemaníaco e grande botonista.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Brrrrr...
Um dia o homem acordou e atinou
o porquê de estar sempre gripado:
há anos dormia com
um mini-iceberg de 60 litros.
O (outro) 11 de Setembro
No dia 11 de setembro de 2001 eu estava no foro, que era ainda no centro da cidade. Lembro-me que, excepcionalmente, vestia terno e gravata (porque estávamos sob a inspeção anual da Corregedoria). Perto do meio-dia, quando ia almoçar, fui interceptado na frente do prédio do Jockey Clube pelo Mogango, o fiel guardador de carros daquela quadra da Sete. Esbaforido, ele me disse: "Padrinho, tão bombardeando os Estados Unidos!".
Em casa, vi pela tevê o que o mundo testemunhava em tempo real e atônito: os prédios símbolos da pujança yankee se desintegrando impávidos, após terem sido atingidos por aviões de carreira desviados em pleno vôo por ninguém-sabia-direito-quem. E logo veio a notícia de que o Pentágono (é, o Pentágono!) também estava em chamas! Bumba!
E o que se via na telinha, nas CNNs da vida, eram cenas de um verdadeiro pastelão. Nem toda a tecnologia militar de ponta dos norteamericanos - tão decantada nos filmes de ação por eles enfiados goela a baixo do terceiro mundo - foi suficiente para evitar que meia-dúzia de barbudinhos-kamikazes esculhambassem o castelo de cartas deles. Bumba! e bumba!
Cobertos de poeira, bombeiros apatetados, sem saber o que fazer, se chocavam com paramédicos (eles gostam dessas figuras!) bundudos. Nem Robocop, Rambo ou Capitão América evitaram o fiasco defensivo do país das "stars and stripes" e não apareceram sequer para o resgate dos chicanos, dos portorriquenhos, dos coreanos e, com certeza, dos valadarenses que ficaram sob os escombros das torres de papelão.
Dez anos depois, terrorismo mambembe retalhado com terrorismo de estado, a "América" continua captalizando com esse fato histórico. Saíram à caça de tiranos-ex-parceiros, que deixaram de ser-lhes convenientes. Querem, agora, o petróleo árabe sem fantoches intermediários.
E eu continuo aqui, sem gravata e sem um pingo de comoção pelo 11 de setembro deles.
E eu continuo aqui, sem gravata e sem um pingo de comoção pelo 11 de setembro deles.
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