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| Fotografia de Fernanda Schlee |
quarta-feira, 20 de abril de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
Meu umbigo é GreNal
Na sua coluna de hoje, na Zero Hora, o cronista esportivo Wianey Carlet escreveu o seguinte tópico:
"O Cruzeiro faz jus a sua tradição de pequeno entre os grandes. É semifinalista, posição conquistada com autoridade e bom futebol. Apesar de time qualificado, o São Luiz dançou na Montanha."
Inaugurado em 1941, o Estádio da Montanha foi considerado, na época, um dos mais completos e modernos do país. No final da década de sessenta o Cuzeiro vendeu a “Colina Melancólica”, tendo em seu lugar sido construído o cemitério João XXIII. O último jogo do Cruzeiro na Montanha ocorreu no dia 8 de novembro de 1970 (vitória por 3 a 2 sobre o Liverpool do Uruguai).
Em 1977 o Cruzeiro inaugurou o "Estrelão", na Av. Protásio Alves, onde, desde então, manda seus jogos.
Não bastasse isso, comemorando a "heróica" vitória do Grêmio nos pênaltis sobre o Ypiranga (depois do empate em 1x1 no jogo), a ZH estampou em manchete "Victor salva o Grêmio", enaltecendo o fato do goleiro gremista ter defendido uma das cobranças dos batedores de Erechim (outra bateu na trave). Detalhe: o goleiro do Ypiranga, Luiz Carlos (que não mereceu qualquer destaque no jornal), também defendeu uma das cobranças do tricolor e, mais importante ainda, não falhou no gol marcado por Douglas no desenrolar do tempo normal. Já o gol do Ypiranga aconteceu numa falha (mais uma!) do goleiro do Grêmio.
É assim que se produz um goleiro para a seleção!
(Viva o Mazembe, viva o Oriente Petrolero!)
Não bastasse isso, comemorando a "heróica" vitória do Grêmio nos pênaltis sobre o Ypiranga (depois do empate em 1x1 no jogo), a ZH estampou em manchete "Victor salva o Grêmio", enaltecendo o fato do goleiro gremista ter defendido uma das cobranças dos batedores de Erechim (outra bateu na trave). Detalhe: o goleiro do Ypiranga, Luiz Carlos (que não mereceu qualquer destaque no jornal), também defendeu uma das cobranças do tricolor e, mais importante ainda, não falhou no gol marcado por Douglas no desenrolar do tempo normal. Já o gol do Ypiranga aconteceu numa falha (mais uma!) do goleiro do Grêmio.
É assim que se produz um goleiro para a seleção!
(Viva o Mazembe, viva o Oriente Petrolero!)
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Morde, mas não assopra
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| Serra: - Vai uma 51? Pingucinho: - Boa ideia! |
Pingucinho Neves foi pego em uma blitz da "Lei Seca" no Rio de Janeiro. Dirigia uma Land Rover (êta trem bão, sô!) com a carteira de motorista vencida. E se negou a fazer o teste do bafômetro.
Conforme nota de sua assessoria de imprensa, o "Bob Esponja das Alterosas" não assoprou no aparelhinho porque, "uma vez constatado o vencimento do documento de habilitação foi providenciado outro motorista para a condução do veículo".
Ah, tá!
domingo, 17 de abril de 2011
Twelve Angry Men
Há uns anos, uma colega Pretora, a Suzana, organizou uma série de sessões de cinema no auditório da OAB local. Era o "Cine Diálogo", projeto que já vinha sendo realizado com sucesso pelo pessoal da área do Direito em Porto Alegre.
O filme escolhido para a estreia foi 12 Homens e uma Sentença (uma versão mais recente, de 1997, feita para a tv). Ela me encarregou de, no dia da "projeção", fazer uma espécie de apresentação. Como convidado especial, estaria presente o Professor Joary Reis, apaixonado e crítico da Sétima Arte, a quem caberia fazer o fecho, encaminhando o debate final.
Para cumprir minha tarefa, fiz um texto em duas laudas, contando sobre a peça que, depois, foi adaptada para o cinema, em 1957, e para a televisão, em 1997 (versão que veríamos); expliquei sobre o significado do título original (Twelve Angry Men); relacionei diretores, atores e sei-lá-mais-o-quê.
No dia, porém, o Professor Joary, alegando necessidade de sair mais cedo, solicitou que se invertesse a ordem da sua participação, o que, evidentemente, foi aceito pela organizadora do evento. Então, com a palavra, ele contou sobre a peça que, depois, foi adaptada para o cinema, em 1957, e para a televisão, em 1997 (versão que veríamos); explicou sobre o significado do título original (Twelve Angry Men); relacionou diretores, atores e sei-lá-mais-o-quê.
Ou seja: liquidou comigo. Antecipou tudo, esvaziou o que eu tinha preparado para dizer.
Então, encerrada a projeção (já sem a presença do convidado especial), confessando isso aos presentes (e tinha bastante gente!), limitei-me a distribuir-lhes cópias das minhas folhinhas.
Vi 12 Homens e uma Sentença (com o Henry Fonda e o Lee J. Cobb) pela preimeira vez há muito tempo, quando era guri. Daí em diante, por muito tempo, inclui esse filme na lista dos meus 10 favoritos. Hoje, acho que o filme ainda cabe numa eventual lista dos meus 50 bests.
Semana passada "peguei" 12 Homens e uma Sentença já em andamento na tv. Sentei e assisti até o fim, até a cena em que os jurados nºs 8 e 9 (assim tratados durante todo drama) se despedem nas escadarias da Court, apertando as mãos e dizendo um ao outro seus respectivos nomes, Davis e McArdle.
Pensei em escrever a respeito, para publicar aqui no BF. Mas, surpresa das surpresas, acabei mais uma vez sendo "atropelado" na minha pretensão. Desta vez por um texto da página 2 da ZH deste sábado. Então, em vez de distribuir minhas anotações à plateia, agora colo abaixo o que escreveu, com absoluta propriedade, a Claudia Laitano:
Quando o cineasta Sidney Lumet morreu, no sábado passado, aos 86 anos, o veterano crítico americano Roger Ebert dedicou-lhe um tocante texto de despedida, qualificando o diretor nova-iorquino como um dos grandes humanistas da história do cinema. Produtivo e lúcido até os últimos anos, o autor de clássicos como Um Dia de Cão, Serpico, e Rede de Intrigas conseguiu um feito não muito comum na carreira de artistas longevos: entrou e saiu de cena com duas obras-primas.
Seu último trabalho, o impactante thriller Antes que o Diabo saiba que Você está Morto (2007), é daqueles filmes que saem com você do cinema e o deixam desassossegado por alguns dias, antes de repousar definitivamente no arquivo vivo da memória. Mas a obra-prima que eu queria lembrar aqui é aquela que marcou a estreia de Sidney Lumet no cinema: 12 Homens e uma Sentença (1957), um dos filmes que talvez expliquem por que aquele jovem diretor seria lembrado no futuro como um dos grandes humanistas da sua geração.
Apesar de aparentemente se encaixar na categoria "drama de tribunal", 12 Homens e uma Sentença não é um título convencional do gênero. O suposto criminoso, um garoto de 18 anos de um bairro pobre de Nova York, mal aprece no filme, e ao final da história nem sequer ficamos sabendo se ele realmente matou o próprio pai ou não. o que está em jogo ali não é a construção dedutiva da verdade aos moldes de uma trama policial ou mais uma reflexão sobre os limites da Justiça em uma democracia. Tudo isso está no filme, operando na superfície da história, mas o que torma 12 Homens e uma Sentença uma obra-prima é menos a trama em que os persongens estão envolvidos (O garoto cometeu o crime? Há evidências suficientes para condená-lo à morte?) mas a forma como os juradoss interagem. O filme nos apresenta uma espécie de sinfonia humana - com cada um dos jurados encarnando tipos universais e atemporais, facilmente identificáveis em qualquer grupo de pessoas.
Há o sujeito irascível, que bate na mesa e se impõe mais pela intensidade da voz do que pela força dos argumentos. Há a turma dos retraídos, dos quais com dificuldade se extrai uma posição firme. Há os que oscilam ao sabor das opiniões alheias. Há os que querem se livrar rapidamente de qualquer tarefa para voltar logo a dedicar-se à própria vida. Há o velho sábio, mas já sem forças para se impor. Há o homem que não consegue percber os próprios preconceitos e pensa estar exercendo o direito de opinião quando, na verdade, está questionando o próprio sentido da democracia - o princípio da igualdade.
E há, claro, o personagem de Henry Fonda. Herói do tipo "homem comum honrado", que caía como uma luva no ator, o jurado número 8 representa a grandeza de todas as pessoas que lutam pela justiça e se empenham por causas alheias como se fossem suas, mesmo quando elas parecem perdidas.
Todas as vezes em que você navegar contra a maré para fazer aquilo que, intimamente, acredita que é certo, pode se orgulhar de estar sendo como o jurado número 8 - gente que faz diferença.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Que beleeeeza!!!
Pedacinho de disputadíssimo jogo de vôlei ocorrido no verão passado na Superliga Mundial do Sítio São Marcos. Pela amostra é possível ter ideia de toda ginga e malemolência dos atletas que aparecem na telinha.
Ari
Adorei o vídeo! O pessoal aí no sul joga muito! São profissionais? Finalmente algo de novo no vôlei internacional. Jogadas que poderiam ser batizadas como “retroescavadeiras” e “mãos de manteiga”. Acho que vi uma pequena conduzida, mas nada que ofusque o brilho dos atletas. Falando em atleta quem é aquele com chapéu branco? Joga um bolão!!! (será que também sofre de hipotireoidismo?). Mas como o Ronaldo, ele é o cara! Quando visitar a terrinha, quero conhecer esse pessoal.
Um abraço, Andrey
Reação fant(asm/ástic)a
Já passa da meia-noite e eu acabei de ficar sabendo que o Grêmio Bagé venceu o BaGuá por 3x2. Esse resultado tem duas consequências importantes. A primeira é a lamentável queda dos dois times bageenses (apesar de toda a tradição que têm no futebol gaúcho) para a Terceira Divisão (que será reeditada pela FGF a partir de 2012); a segunda é a classificação do Farroupilha para a segunda fase da Segundona (e sua permanência - na pior das hipóteses - nessa mesma divisão, no próximo ano).
Eu e meu pai estivemos no sábado passado no Nicolau Fico e, ao lado - literalmente - do Coronel Evaldo Poeta, testemunhamos os 4x0 que o Farrapo meteu no "Mais Velho". Foi uma memorável tarde de futebol à antiga, de absoluta interação entre os que estavam na torcida e os que se desdobraram em campo, dando o sangue, jogando com alma, muito além das próprias condições técnicas e físicas.
Quem, como nós, viu aquela mescla de veteraníssimos e jovens jogadores aplicar uma goleada no Rio Grande, ficou com a certeza absoluta de que o Farroupilha não perderia para o 14 de Julho, lá em Livramento, no jogo seguinte. Essa certeza acabou se confirmando: o tricolor ganhou de novo, de virada, por 2x1. E porque não merecia outra sorte, diante da postura guerreira assumida num momento em que tudo parecia perdido, está classificado para seguir na luta na Segundona (neste e no ano que vem).
Meu primo Alexandre - xavante como eu e todos os Schlee que se prezam - costuma afirmar que os que se dizem torcedores do Farroupilha são, na verdade, aureocerúleos enrustidos.
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| eis o futuro técnico xavante |
Mesmo temendo a ira sagrada do Alexandre, confesso que essa "façanha" do Farrapo me tocou. Quem viu o que nós vimos no sábado passou a torcer (ainda que temporariamente) para aquele pessoal do Fragata que, não se pode esquecer, está sendo comandado pelo nosso Luisinho.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Cão cinéfilo
Visitando um amigo, o sujeito nota que o cachorro do anftrião, sentado na sala, ri muito do filme que passa na tv. Espantado, comenta:- Rapaz, o teu cachorro está rindo do filme!
- Também achei estranho (responde o dono), ele tinha detestado o livro.
(Piada chupada do Almanaque da ZH, aqui adaptada para "caber" na figurinha do Bulldog, achada ao acaso)
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